Jovem estuprada em ônibus na Índia.

domingo, 30 de dezembro de 2012


Índia: manifestantes protestam após morte de jovem estuprada em ônibus.
Milhares de manifestantes ocuparam neste sábado (29) as ruas de Nova Délhi, após ser anunciada a morte da mulher que foi estuprada e espancada em um ônibus em movimento na capital da Índia há quase duas semanas. A jovem de 23 anos, que havia sido transferida na quinta-feira (27) para um hospital em Cingapura, não resistiu aos ferimentos e morreu nas primeiras horas deste sábado (horário local). As pessoas exigem maior proteção para as mulheres contra a violência sexual.
O primeiro-ministro Manmohan Singh disse que estava ciente das emoções que o ataque provocou e que cabe agora a todos os indianos garantir que a morte da jovem não tenha sido em vão. Já a policia pediu calma aos manifestantes e informou que só iria admitir protestos pacíficos. As informações são da Associated Press.



Jovem estuprada na Índia luta para sobreviver em hospital de Cingapura

A jovem vítima do estupro coletivo que provocou uma onda de indignação e protestos na Índia, sofre de um grave traumatismo cerebral e luta para sobreviver. Foi o que informou a equipe médica de um hospital de Cingapura, para onde a estudante foi transferida.

 

A estudante de medicina de 23 anos, cujo nome não foi revelado, foi estuprada por seis homens, agredida com barras de ferro e atirada do ônibus em movimento, no dia 16 de dezembro, em Nova Délhi. Ontem, ela foi transferida para um hospital de Cingapura, com todas as despesas pagas pelo governo.
Em um comunicado, o diretor do hospital Monte Elisabeth afirma que o estado de saúde da estudante é crítico, mas que ela luta pela sobrevivência. Segundo o médico, ela sofreu uma parada cardíaca e foi vítima de infecção pulmonar e abdominal, além de um traumatismo cerebral.
O caso desencadeou uma onda de protestos na Índia e de denúncias de violência contra mulheres no país. O primeiro-ministro Manmohan Singh disse nesta sexta-feira que divide com a população esse momento de angústia e revolta diante de um crime odioso. Ontem as autoridades anunciaram novas leis para proteger mulheres e combater crimes sexuais. 

Corpo de jovem morta após estupro retorna à Índia e é cremado

NOVA DHÉLI, 30 Dez (Reuters) - O corpo da jovem que morreu depois de ser estuprada por um grupo na Índia, fato que causou protestos e um debate raro no país sobre a violência contra as mulheres, chegou a Nova Délhi na manhã deste domingo e foi rapidamente cremado em uma cerimônia privada.
A estudante de 23 anos, não identificada, morreu em um hospital de Singapura no sábado em consequência dos ferimentos, levando o governo indiano a fazer promessas de ação, em esforço para responder a indignação pública.
A jovem sofreu lesões cerebrais e maciças lesões internas no ataque em 16 de dezembro, quando ela e um amigo voltavam para casa do cinema, segundo relatos, quando seis homens em um ônibus os atacaram com barras de metal e a estupraram por cerca de uma hora. O amigo sobreviveu.
Seis suspeitos foram presos, acusados ​​de homicídio após a sua morte.
A Reuters viu membros da família que estavam com ela em Singapura partirem, acompanhando o corpo, em uma ambulância com uma escolta policial, no aeroporto em direção a Délhi.
A líder do partido governante, Sonia Gandhi, foi vista chegando ao aeroporto quando o avião pousou e a escolta do primeiro-ministro Singh Mannmohan também estava lá, afirmaram testemunhas à Reuters.
Em Dhéli, o corpo foi levado para um crematório e cremado, com a imprensa mantida à distância, mas uma testemunha disse à Reuters que viram sair do crematório a família da mulher, a ministra-chefe de Nova Délhi, Sheila Dikshit, e o ministro do Interior, RPN Singh.
A segurança na capital permaneceu forte depois que as autoridades, preocupadas com a reação à notícia da morte, colocarem milhares de policiais nas ruas e fecharem algumas estações de metrô.
(Reportagem de Adnan Abidi e Devidutta Tripathy)

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