Museu da Loucura

domingo, 16 de agosto de 2009

O Museu da Loucura foi inaugurado em 16 de agosto de 1996, através de uma parceria entre a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) e a Fundação Municipal de Cultura de Barbacena (Fundac).

Faz parte do projeto “Memória Viva” e resgata a história da cidade, mantendo em seus locais originais o Núcleo Histórico. Está instalado no torreão do hospital construído em 1922.

É uma importante construção arquitetônica considerada símbolo do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Barbacena (CHPB), fato que motivou a escolha do local para abrigar o museu.

Tem como objetivo principal resgatar a história do primeiro hospital psiquiátrico de Minas Gerais, o lendário Hospital Colônia de Barbacena. Oferece um espaço para discussão e reflexão acerca das atuais diretrizes no campo da saúde mental. O acervo do museu é composto por textos, fotografias, documentos, equipamentos, objetos e instrumentação cirúrgica que relatam a história do tratamento ao portador de sofrimento mental.

No espaço existe também, a galeria de arte que oferece oportunidades para exposições de artistas da região e divulgação da grife “Pirô Crio”, composta por trabalhos manuais e de artesanato feito pelos usuários do hospital.

O Museu da Loucura serve de elo entre a instituição e a sociedade, e tem a expectativa de proporcionar a quebra do estigma contra o portador de sofrimento mental, despertando reflexões sobre as fronteiras entre a loucura e a razão.




Grade da última cela desativada em 1993 no pavilhão Antônio Carlos do CHPB. A paciente Lúcia Bernardes foi a última paciente encarcerada no Centro Hospitalar Psiquiátrico de Barbacena.

Pegemas utilizadas na contenção de pacientes agressivos. Um dos mais famosos do HCB era o paciente João Adão, que conseguia durante os seus acessos arrancar as grades de sua cela. O paciente sofreu lobotomia na década de 70.



Aparelho Eletroconvulsor

Com estojo mostrando instruções para uso. Nos períodos de poucos médicos e enfermeiros no HCB, atendentes sem qualificação aplicavam o eletrochoque seguindo apenas breves instruções. Até outros pacientes auxiliavam nas aplicações.


Viajando no tempo pelas cinco salas do Museu o visitante poderá observar objetos, documentos, fotografias, sons e imagens percorrendo uma trajetória difícil, dolorosa, sem atalhos onde poderá compreender melhor os caminhos e os descaminhos do tratamento psiquiátrico. Alguns talvez, ao final da visita, saiam com falta de fôlego. Mas quem sabe não saiam, também, felizes ao perceberem que aquele passado tão doloroso será sempre lembrado como parte de uma estratégia, um esforço para que nunca mais se repita.

Museu da Loucura. Rodovia MG 265 Km 5. Barbacena. (32) 3332 1477. Horário: Segunda a sexta de 8h às 12h e das 13h às 18h.

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