[Turismo] Resumo da Trajetória da Vida de Alberto Santos Dumont

domingo, 12 de outubro de 2008

A História de Um Sonho.

Dr. Henrique Dumont, filho de ourives franceses que negociavam ouro e pedras preciosas no Brasil. Nasceu em Diamantina – MG em 20 de julho de 1832. Foi para a França onde se tornou engenheiro. Regressou a Minas Gerais e casou-se com Francisca filha de um comendador português. O casamento deu-lhe oito filhos: Henrique, Maria, Rosalina, Virginia, Luiz, Gabriela, Alberto, Sofia e Francisca.
O nascimento de Alberto Santos Dumont foi marcado pelo espírito de aventura, que caracterizou toda sua vida. Seu pai, corajoso engenheiro, empreitou em 1872 a construção do trecho da Estrada de Ferro D. Pedro ll e entre as localidades de João Gomes (posteriormente Palmyra e hoje Santos Dumont) e João Aires. Foi para melhor realizar seu trabalho que levou a família (esposa e cinco filhos) para uma casa no canteiro de obras, local de nome “Cabangu” onde nasceu o sexto filho que se chamou Alberto (em 1873).
A permanência da família no Cabangu foi relativamente curta; em 1875, terminado o contrato de Dr. Henrique com a ferrovia, a residência foi transferida para Valença – RJ e posteriormente para a fazenda Arindeúva em Ribeirão Preto – SP onde se dedicou à plantação de café.
Alberto nascido na data em que o pai completava 41 anos, em 20 se julho de 1873 mostrou-se desde cedo herdeiro do senso prático e da inteligência brilhante de seu pai.
Aos 12 anos observava o movimento das máquinas de beneficiamento do café e assim sem se dar conta estudava mecânica. Nas leituras de Julio Verne, seu principal passatempo, já construía na imaginação formas de voar.

França Onde o sonho se tornou realidade

Em 1891 em uma viagem a Paris com a família, conheceu um leve, pequeno, mas possante motor a petróleo, demonstrado em uma exposição.
Alberto fascinado recebeu do pai autorização para completar seus estudos na França.
De volta ao Brasil, Dr. Henrique deu lhe a emancipação em cartório, recomendando-lhe: “Vá a Paris, estude sem se preocupar em ser um doutor. Procure especialistas em Física, Química, Mecânica e Eletricidade. Não se esqueça de que o futuro do mundo está na mecânica...” E assim aconteceu.
Entusiasmado com seus estudos, Alberto orientou seus trabalhos para o vôo em balões, logo transformados em dirigíveis com a colocação do motor.
O desafio da dirigibilidade vencido em 1901 pelo o contorno da Torre Eifel em vôo de 30 Minutos (contra a força dos ventos ) deu-lhe o primeiro premio instituído para aviação.
Em vitórias sucessivas, Alberto tornou-se conhecido por todas as nações como Santos Dumont. É desta época a criação de sua assinatura que passou a ser a marca do gênio brasileiro da aviação: “Santos = Dumont” o sinal de igualdade como forma de unir suas duas nacionalidades Santos de sua mãe brasileira e Dumont nome paternal francês.
Em 23 de outubro de 1906, em Bagatelle o vôo do “14 BIS” provocou que um aparelho mais pesado que o ar levaria o homem a realidade de voar.

Serra da Mantiqueira O berço de um sonho

Localizada no alto da Serra da Mantiqueira em Minas Gerais, Cabangu, local que serviu de berço para Alberto Santos Dumont, hoje conservando como museu, guarda a historia do Pai da Aviação.

Retorno ao Cabangu

Depois de conhecer de perto a vitória com suas conquistas na área da aviação e longa permanência na Europa, Santos Dumont regressa ao Brasil, e vai buscar no seu berço Cabangu no município de Palmyra, a tranqüilidade para o seu coração atingido por tantas emoções.
Em 1919 Santos Dumont, após tentativa de compra, recebeu por decreto do governo, sua casa natal como doação e passou a dedicar-se à criação de gado como fazendeiro da Mantiqueira.
São dessa época as reformas:
Construção da lareira, do banheiro, a aterro ao redor da casa, o lago com o repuxo e fixou na varanda a placa com dizeres:
“Esta casa onde nasci me foi oferecida pelo Congresso Nacional como prêmio dos meus trabalhos”.
Santos Dumont (Agradecido)
A partir daí, as atividades de fazendeiro se intercalavam as suas viagens de homem público que era.
A administração da fazenda nesses períodos era feita por meio de cartas ao caseiro João e fazendeiros amigos.
(São desse tempo o rico acervo de museu em cartas, fotografias e notas de compras).
Esse grande e valioso acervo guardado pelo João na forma rude de um campeiro foi deixado no Cabangu junto a valiosos bens de Santos Dumont.

Preservação

A necessidade de tratamento de saúde levou Santos Dumont à venda do gado das terras de Cabangu.
A casa foi conservada por ordem categórica em carta a um amigo:
“... vendam tudo, menos a casa, isto eu guardo...”.
Anos mais tarde, ao registrar seu testamento mais uma vez preservou a casa de se nascimento ordenando:
“... A casa do Cabangu, eu quero que seja devolvida a Nação, minha doadora...”.
Dessa forma aparentemente ocasional a casa do cabangu, contendo jornais, revistas e valiosas fotos de suas experiências na França, junto a dois bustos e outros bens, ficou defendida.
A noticia da morte de Santos Dumont ocorrida em Guarujá – SP, no dia 23 de Julho de 1932, comoveu o povo de Palmyra que se mobilizou para guardar sua memória.
Todos os bens da casa do cabangu assim como a própria casa tornaram-se relíquias para o idealizado museu.
O nome da cidade, em sua homenagem foi mudado em 31 de julho de 1932; a cidade Palmyra passou a chamar-se Santos Dumont.
Em 1949 a “Fundação Casa de Cabangu”, foi criada para a proteção, divulgação da vida e da obra do Pai da Aviação.
Instituída por decreto 5057 em 18/07/56 do estado de Minas Gerais cria o “ Museu Casa Natal de Santos Dumont”.
Em 1973 ligada a Santos Dumont pela rodovia BR 499, a Fazenda de Cabangu transforma-se num belo recanto de atração turística e monumento vivo a memória do grande brasileiro.

Bibliografia.: Folheto da Fundação Casa de Cabangu.

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